Les Açores de Madredeus (1995)
Les Açores de Madredeus · Excerto · 3′57″
A banda portuguesa Madredeus viaja até aos Açores à procura das raízes do seu som.
Transcrição
▶ Les Açores de Madredeus · Excerto · 3′57″
Teresa, anda cá fora. O vento é bom e a luz é ótima. Olha para isto.
Mas eu tenho frio. Eu gosto, é bonito. Estou a ver-te.
Por causa do vidro não vês nada. Vês por este, que é o único que é de vidro. São todos…
Eu dizia que a função de um artista podia ser vista como a de uma pessoa que liga e desliga o farol. Não é o farol nem é a luz na escuridão, mas é a pessoa que liga e desliga um farol que pode já ser conhecido.
[Song: Madredeus]
O mar é também o infinito, o olhar no infinito e, portanto, a total aceitação do sonho, no sentido em que se pode ficar a olhar o mar e a imaginar ou até a recordar o que se quiser. E nesse sentido, talvez também se possa falar da saudade.
[Song: Madredeus]
Pedro Ayres Magalhães: O nosso saudosismo é um saudosismo de contrastes. Não é por acaso que a primeira canção que eu escrevi para este grupo se chamava «Sombra». Sombra, em português, contém em si também a ideia de luz. E sombra é uma palavra que invoca simultaneamente como se fosse o rastro da luz, ou seja, não se fala de sombra sem se conceber a luz.
Transcrito a partir do som do excerto e revisto; as traduções para inglês são nossas.